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Digital Twin em Sistemas de Proteção: É Necessário Utilizar uma Mala de Testes?

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Digital Twin em Sistemas de Proteção: É Necessário Utilizar uma Mala de Testes?

A digitalização das subestações está transformando profundamente a forma como sistemas de proteção, automação e controle são projetados, testados e mantidos. Conceitos como IEDs Virtuais, VPAC (Virtual Protection, Automation and Control) e Digital Twin estão deixando de ser tendências futuras para se tornarem realidade em diversos projetos ao redor do mundo.

Com essa evolução, surge uma dúvida frequente entre profissionais do setor elétrico: é possível testar um Digital Twin utilizando apenas ferramentas de simulação ou ainda é necessária uma mala de testes tradicional?

Essa foi uma das questões abordadas por Paulo Jr., diretor da CONPROVE, em um vídeo que apresenta a visão da empresa sobre os desafios e oportunidades relacionados aos testes em ambientes virtualizados.

O Que é um Digital Twin?

O conceito de Digital Twin consiste na criação de uma representação digital de um sistema físico, capaz de reproduzir seu comportamento com elevado nível de fidelidade.

No contexto das subestações digitais, um Digital Twin pode representar:

  • Sistemas de proteção;
  • IEDs virtuais;
  • Merging Units;
  • Sistemas de automação;
  • Redes de comunicação IEC 61850;
  • Equipamentos de campo.

Essa representação permite realizar análises, validações, treinamentos e testes sem a necessidade de interferir diretamente na instalação física.

Os Desafios dos Testes em Ambientes Virtualizados

À medida que funções tradicionalmente implementadas em hardware passam a ser executadas em máquinas virtuais ou servidores, os métodos de teste também precisam evoluir.

Os profissionais precisam validar não apenas algoritmos de proteção, mas também:

  • Comunicação entre dispositivos;
  • Troca de mensagens GOOSE;
  • Fluxos de Sampled Values (SV);
  • Sincronismo PTP;
  • Desempenho das aplicações virtualizadas;
  • Integração entre sistemas físicos e virtuais.

Nesse cenário, surgem novas abordagens que combinam ferramentas de simulação com equipamentos de teste convencionais.

Simulação ou Mala de Testes?

A resposta depende diretamente dos objetivos do ensaio.

Em muitos casos, ferramentas de simulação conseguem reproduzir cenários complexos com grande precisão, permitindo validar algoritmos, lógicas e comportamentos operacionais.

Por outro lado, existem situações em que a interação com dispositivos físicos continua sendo necessária para avaliar:

  • Interfaces reais;
  • Tempos de atuação;
  • Comportamento de equipamentos em campo;
  • Integração com sistemas existentes.

Por isso, a tendência atual não é substituir completamente uma tecnologia pela outra, mas combinar ambas para obter resultados mais completos.

O Papel das Ferramentas de Simulação

Soluções como o PS Simul permitem criar modelos detalhados de sistemas elétricos, reproduzir eventos e analisar o comportamento das funções de proteção em ambientes digitais.

Entre as vantagens estão:

  • Simulação de eventos complexos;
  • Flexibilidade para criação de cenários;
  • Redução de custos de infraestrutura;
  • Rapidez na validação de projetos;
  • Ambiente seguro para desenvolvimento e testes.

Esses recursos tornam a simulação uma ferramenta fundamental para projetos baseados em Digital Twin.

O Papel das Malas de Testes

As malas de testes continuam desempenhando papel importante na validação de sistemas de proteção.

Elas permitem:

  • Injeção de sinais elétricos;
  • Testes de relés e IEDs;
  • Avaliação de tempos de operação;
  • Verificação de desempenho;
  • Testes de aceitação em fábrica (TAF);
  • Testes de aceitação em campo (TAC).

Além disso, as novas gerações de equipamentos já suportam tecnologias associadas às subestações digitais, incluindo GOOSE, Sampled Values e IEC 61850.

O Futuro dos Testes em Subestações Digitais

A tendência observada mundialmente é a convergência entre:

  • Simulação;
  • Virtualização;
  • Digital Twins;
  • Malas de testes;
  • Ferramentas de monitoramento e diagnóstico.

Essa integração permite criar ambientes híbridos capazes de reproduzir com grande fidelidade o comportamento dos sistemas reais, proporcionando maior segurança e confiabilidade durante o desenvolvimento e a operação.

Assista ao Vídeo

No vídeo, Paulo Jr. comenta como a CONPROVE está abordando os testes em ambientes de Digital Twin e esclarece o papel das malas de testes nesse novo contexto tecnológico.

🎥 Assista:

https://youtu.be/sRdUO_Jw3rI

Conheça Mais Sobre a CONPROVE

A CONPROVE desenvolve soluções para testes, simulação, monitoramento e diagnóstico de sistemas de proteção e automação, acompanhando a evolução das subestações digitais e das tecnologias de virtualização.

🌐 Saiba mais:

https://conprove.com/

Conclusão

Os Digital Twins representam um dos principais avanços tecnológicos para o setor elétrico, permitindo criar ambientes de validação cada vez mais sofisticados e próximos da realidade operacional. Nesse novo cenário, ferramentas de simulação e malas de testes deixam de ser soluções concorrentes e passam a atuar de forma complementar, contribuindo para o desenvolvimento de sistemas mais seguros, confiáveis e eficientes.

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