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Soluções de Controle e Monitoramento em Subestações Digitais (STPC 2024): por que monitorar o Process Bus virou requisito de confiabilidade

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Soluções de Controle e Monitoramento em Subestações Digitais (STPC 2024): por que monitorar o Process Bus virou requisito de confiabilidade

As subestações digitais deixaram de ser tendência e já são realidade em diversos projetos. Com isso, o Process Bus(barramento de processo) passa a ter um papel determinante no desempenho e na confiabilidade operacional: ele conecta medições e comandos críticos por meio de comunicação digital, trazendo ganhos de padronização, interoperabilidade e eficiência — mas também exigindo monitoramento contínuo para garantir resultados confiáveis.

No vídeo “Soluções de Controle e Monitoramento em Subestações Digitais – Apresentação Conprove STPC 2024”, Paulo Junior, diretor da Conprove, apresenta uma visão prática sobre monitoramento e diagnóstico voltados ao Process Bus em subestações digitais conforme a IEC 61850, reforçando um ponto-chave: sem visibilidade da rede, fica difícil identificar anomalias a tempo, comprovar desempenho e sustentar a confiabilidade do sistema.

Vídeo:

O desafio: performance e confiabilidade dependem da comunicação

Em arquiteturas totalmente digitais, a rede deixa de ser “meio” e passa a ser parte do próprio sistema de proteção e controle. Isso significa que eventos como:

  • tráfego inesperado,
  • perda e degradação de pacotes,
  • falhas de sincronismo,
  • comportamento anômalo de publicações GOOSE/SV,
  • problemas em redundância (como PRP),

podem impactar diretamente a qualidade das medições, a tomada de decisão dos IEDs e a estabilidade operacional. Por isso, a capacidade de detectar anomalias precocemente e registrar evidências técnicas é fundamental.

IEC 61850 e funções distribuídas: por que “nós lógicos” importam

O vídeo também reforça o papel da modelagem IEC 61850 — em especial a ideia de funções distribuídas e a importância de Logical Nodes (nós lógicos) associados a dispositivos físicos. Em termos práticos, isso permite monitorar não apenas “pacotes na rede”, mas também o comportamento funcional que a rede está sustentando.

Quando esse monitoramento é bem implementado, ele cria um caminho claro para:

  • validar conformidade entre engenharia (SCL) e operação real,
  • garantir rastreabilidade de eventos,
  • acelerar diagnósticos e reduzir indisponibilidades.

Atendendo às exigências do ONS: submódulo 2.11 (item 7)

Para acompanhar a evolução regulatória, a Conprove destaca no conteúdo a necessidade de atender às novas exigências da revisão do submódulo 2.11 (item 7) do ONS, relacionadas a monitoramento e diagnósticos de redes de comunicação em subestações digitais baseadas em IEC 61850.

A proposta apresentada é uma solução versátil com versões:

  • CE-RNET4 (rack)
  • CE-MNET4 (portátil)

com foco em monitoramento permanente (24/7) da rede de comunicação, aumentando visibilidade, consistência e velocidade de resposta diante de eventos.

Modos de funcionamento: como o monitoramento vira evidência técnica

A solução apresentada contempla diferentes modos de operação, que combinam validação, detecção de desvios e supervisão contínua.

1) Modo de Validação do SCL

Compara o arquivo SCL importado com o tráfego real da rede.
Isso ajuda a identificar divergências entre o que foi projetado e o que está efetivamente acontecendo em operação.

2) Modo “Não Previstos”

Busca por tráfego não previsto de acordo com o SCL — essencial para detectar comportamentos inesperados, alterações não controladas e possíveis riscos de interoperabilidade.

3) Modo de Estatística

Executa análise estatística de tráfegos GOOSE e Sampled Values (SV), facilitando a avaliação de comportamento, regularidade e padrões de rede.

4) Modo de Supervisão / Monitoramento (método híbrido)

Realiza verificação de erros e eventos usando uma abordagem híbrida (sniffer + MMS), monitorando:

  • GOOSE
  • Sampled Values
  • PTP
  • PRP
  • Logical Nodes de monitoramento dos IEDs (via MMS)
  • supervisão do próprio dispositivo

Os logs de eventos de falha são salvos em formato PCAP, facilitando auditorias e análises detalhadas. Além disso, os alarmes desses eventos podem ser disponibilizados ao SCADA via MMS, conectando o diagnóstico técnico ao processo operacional.

Por que o monitoramento contínuo muda o jogo

O maior ganho do monitoramento 24/7 é transformar a rede em algo observável e gerenciável, com benefícios diretos como:

  • identificação precoce de anomalias (antes de virar indisponibilidade)
  • evidência técnica para decisões rápidas
  • rastreabilidade e repetibilidade em comissionamento e operação
  • suporte a auditorias, análise pós-evento e melhoria contínua
  • integração do diagnóstico com SCADA (via MMS)

Conclusão

Em subestações digitais baseadas em IEC 61850, a confiabilidade do sistema depende de uma rede que não apenas “funciona”, mas que seja monitorada, validada e diagnosticável. A apresentação da Conprove no STPC 2024 reforça essa necessidade e mostra uma abordagem estruturada para atender tanto às demandas técnicas quanto às exigências regulatórias — com soluções em rack e portáteis voltadas ao monitoramento permanente do Process Bus.

Vídeo:

Produto (CE-RNET4):

CE – RNET4

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