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Metodologia para Traveling Waves com o CE‑TW1: Ensaios de Alta Fidelidade Baseados no Teorema da Superposição

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Metodologia para Traveling Waves com o CE‑TW1: Ensaios de Alta Fidelidade Baseados no Teorema da Superposição

A proteção por Traveling Waves (TW) vem ganhando cada vez mais espaço em sistemas de potência por um motivo simples: ela trabalha com fenômenos extremamente rápidos, permitindo detecção e localização de faltas com alta precisão no domínio do tempo. Porém, junto com essa evolução aparece um desafio técnico importante: como testar e validar, de forma confiável, um IED com funções TW?

No vídeo apresentado por Paulo Jr., a Conprove detalha a metodologia utilizada para ensaios de Traveling Waves com o CE‑TW1, mostrando como a combinação entre mala de testes e CE‑TW1 permite reproduzir, em laboratório, transitórios rápidos com fidelidade e repetibilidade.

🎥 Assista ao vídeo:

Por que testar Traveling Waves exige uma metodologia diferente?

Em proteções convencionais, o foco está no comportamento em regime ou em transitórios menos sensíveis ao tempo. Já em Traveling Waves, pequenos desvios temporais e diferenças sutis em formas de onda podem alterar o resultado do algoritmo do relé, impactando:

  • tempos de atuação e precisão da lógica;
  • validação de critérios de detecção;
  • desempenho em eventos rápidos e complexos;
  • confiabilidade do comissionamento.

Por isso, testes TW precisam ser feitos com uma abordagem que garanta reconstrução consistente do evento, sem “simplificações” que descaracterizem o fenômeno.

O coração da metodologia: Teorema da Superposição

A base do método apresentado é o Teorema da Superposição, aplicado para reconstruir o sinal que o IED deve “enxergar” durante a falta.

Na prática, o ensaio segue um raciocínio muito objetivo:

  1. Existe um sinal calculado real (tensão e corrente) que representa o evento de falta de interesse.
  2. Esse sinal é distribuído para os equipamentos do setup de teste (mala Conprove + CE‑TW1).
  3. As saídas geradas pelos equipamentos são somadas.
  4. somatória das saídas é então injetada no IED a ser testado.

O grande diferencial aqui é que o IED recebe o sinal de forma completa, com a riqueza temporal que o algoritmo TW precisa para operar corretamente.

O que o CE‑TW1 viabiliza no ensaio (na prática)

Com o CE‑TW1 integrado ao ecossistema Conprove, o teste ganha:

  • Fidelidade temporal (essencial para TW)
  • Repetibilidade de cenários (fundamental para aceitação e comparação)
  • Versatilidade de aplicação, suportando metodologias de um ou múltiplos terminais
  • Redução de complexidade operacional: a metodologia não depende de “ajustes finos” manuais a cada cenário
  • Maior segurança para validar funções TW em relés de proteção e registradores de distúrbios

Essa combinação torna o processo mais robusto para engenharia de proteção, comissionamento e validação de desempenho.

Integração com o PS Simul: simulando transitórios com profundidade

Para criar e explorar cenários de transitórios eletromagnéticos, a Conprove disponibiliza o PS Simul, software voltado para:

  • modelagem do sistema de potência;
  • simulação de transitórios eletromagnéticos;
  • geração de formas de onda para diferentes faltas e condições operativas.

Isso permite construir ensaios mais completos, com cenários realistas e controlados, elevando o nível de confiança no resultado final do teste.

🔗 Conheça o PS Simul:
https://conprove.com/produto/08-ps-simul-software-para-modelagem-do-sistema-de-potencia-e-simulacao-de-transitorios-eletromagneticos/

Links oficiais e conteúdos complementares

🌐 Conprove: https://conprove.com/
🔍 CE‑TW1: https://conprove.com/produto/12-1-ce-tw1-traveling-waves/
🎥 Vídeo (metodologia): https://youtu.be/qi1nv4FHXEY
💬 Grupo no Telegram: https://t.me/joinchat/ibw_xNveZEwwZGYx

Conclusão

A metodologia baseada no Teorema da Superposição, aplicada com o CE‑TW1 e a mala de testes, entrega um caminho técnico consistente para testar Traveling Waves com alta fidelidade, repetibilidade e segurança. Isso fortalece o comissionamento, reduz risco de discrepâncias entre laboratório e campo e acelera a validação de proteções ultrarrápidas em sistemas modernos.

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