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Testes de Transformadores de Instrumento: o que são, por que são críticos e como ensaiar com confiabilidade

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Testes de Transformadores de Instrumento: o que são, por que são críticos e como ensaiar com confiabilidade

Os Transformadores de InstrumentoTCs (Transformadores de Corrente) e TPs (Transformadores de Potencial) — são elementos fundamentais para a medição, supervisão e proteção dos sistemas elétricos. Eles garantem que grandezas de corrente e tensão em níveis elevados sejam convertidas para valores seguros, alimentando relés de proteção, medidores e sistemas de automação com dados confiáveis.

Em um cenário de redes cada vez mais exigentes, a precisão desses dispositivos é determinante para a eficiência operacional, a segurança dos ativos e a proteção das pessoas envolvidas.


O que são Transformadores de Instrumento (TCs e TPs) — convencionais e não convencionais

De forma geral, os Transformadores de Instrumento podem ser:

  • Convencionais, com núcleo ferromagnético e secundários tradicionais.
  • Não convencionais, com saídas de baixa potência, como os LPITs (Low Power Instrument Transformers), que utilizam outras tecnologias para adequar os valores do primário ao secundário.

Independentemente da tecnologia, a função é a mesma: fornecer ao sistema de proteção e medição um sinal proporcional e confiável da grandeza elétrica real do primário.

Na prática, isso significa que qualquer desvio (erro de relação, saturação, falha dielétrica, problemas de linearidade etc.) pode afetar diretamente:

  • a sensibilidade e seletividade da proteção;
  • a qualidade das medições;
  • a capacidade de detecção de falhas;
  • e até a continuidade do fornecimento.

Por que testar Transformadores de Instrumento é indispensável

Testar TCs e TPs é fundamental para garantir que eles estejam operando dentro dos limites normativos e com desempenho compatível com as necessidades do sistema.

Ensaios regulares ajudam a:

  • identificar falhas incipientes antes que causem indisponibilidade;
  • evitar erros de medição que podem comprometer análises e decisões operacionais;
  • reduzir riscos de atuações indevidas ou não atuações da proteção;
  • assegurar que os dados entregues aos sistemas sejam precisos, repetíveis e rastreáveis.

Em ambientes modernos (especialmente com subestações digitais), a exigência aumenta: além das grandezas elétricas, é comum precisar validar também aspectos como sincronismo e qualidade de comunicação associada a Sampled Values (SV).


Tipos de ensaios: o que avaliar (convencionais vs. não convencionais)

Os tipos de ensaios variam conforme o transformador é convencional ou não convencional, mas o objetivo é sempre o mesmo: comprovar desempenho elétrico, metrológico e funcional.

Ensaios clássicos (comuns em TI convencionais)

Os testes normalmente buscam avaliar parâmetros como:

  • Relação de transformação;
  • Curva de saturação (especialmente relevante em TCs para desempenho em faltas);
  • Resistência de enrolamento;
  • Suportabilidade dielétrica.

Ensaios avançados (frequentes em cenários digitais e/ou não convencionais)

Dependendo da aplicação e do tipo de TI, podem ser necessários testes mais avançados, como:

  • avaliação de linearidade;
  • resposta em frequência;
  • verificação de sincronismo;
  • monitoramento e validação de Sampled Values (SV) (quando a arquitetura envolve Merging Units e comunicação IEC 61850).

Esses ensaios são especialmente relevantes quando o objetivo é validar o comportamento do sistema em condições reais de operação e em arquiteturas com maior densidade de automação.


Soluções CONPROVE para ensaios com Transformadores de Instrumento

A CONPROVE oferece soluções com tecnologia de ponta embarcada para realização de testes tanto em transformadores de instrumento convencionais quanto em não convencionais, como LPITs.

Um destaque é o uso do CE-7012 em conjunto com o CTC (Conprove Test Center), que permite executar uma gama de ensaios em um único equipamento, trazendo ganhos diretos para equipes de comissionamento e manutenção, como:

  • Automatização de testes e relatórios (padronização e rastreabilidade);
  • Alta precisão na execução e registro dos ensaios;
  • Possibilidade de ensaios em malha fechada com LPITs, por subscrição de frames Sampled Values das Merging Units.

Para saber mais sobre testes de transformadores de instrumento e as soluções aplicáveis, acesse:

Teste de Transformadores de Instrumento


 

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