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Sistema de Monitoramento IEC 61850: Diagnóstico de Rede Inteligente para Subestações Digitais (CE‑RNET4 e CE‑MNET4)

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Sistema de Monitoramento IEC 61850: Diagnóstico de Rede Inteligente para Subestações Digitais (CE‑RNET4 e CE‑MNET4)

Em uma subestação digital baseada na IEC 61850, a rede de comunicação deixa de ser “infraestrutura” e passa a ser parte do próprio sistema de proteção, automação e controle. Isso significa que falhas de rede (perda de pacotes, jitter, problemas de redundância, deriva de tempo, tráfego inesperado) podem impactar diretamente GOOSESampled Values (SV), sincronismo e, no limite, a confiabilidade operacional.

Para atender essa necessidade com uma abordagem prática e padronizada, a Conprove apresenta o Sistema de Monitoramento e Diagnóstico de Redes IEC 61850, com duas opções de implementação:

  • CE‑RNET4: versão para rack, ideal para instalação permanente e monitoramento contínuo.
  • CE‑MNET4: versão portátil, indicada para comissionamento, auditorias, manutenção e diagnósticos em campo.

A solução foi desenvolvida visando atender aos requisitos mínimos (e ir além) descritos na revisão do submódulo 2.11 – item 7 – do ONS, oferecendo recursos avançados com operação simples e autoexplicativa.

🎥 Vídeo da apresentação com exemplos práticos:

Por que monitoramento dedicado é crítico em IEC 61850?

Em arquiteturas IEC 61850, os eventos mais “difíceis” de capturar costumam ser intermitentes: aparecem, desaparecem e deixam poucos rastros. Um sistema dedicado de monitoramento resolve exatamente isso ao:

  • detectar anomalias em tempo real (antes de virarem indisponibilidade);
  • gerar evidências técnicas com rastreabilidade;
  • permitir análise posterior com ferramentas padrão de mercado;
  • integrar alarmes ao SCADA, conectando diagnóstico de rede à operação.

Modos de funcionamento: do SCL ao PCAP

A grande força do sistema está em combinar validação de engenharia (SCL), análise estatística e supervisão contínua.

1) Modo de Validação do SCL

Compara o SCL importado com o tráfego real da rede.
Isso ajuda a comprovar aderência entre o “projeto” e o “as‑built” e a identificar divergências que normalmente passam despercebidas.

2) Modo “Não Previstos”

Busca tráfego não previsto de acordo com o arquivo SCL.
Excelente para identificar comunicações indevidas, publicações inesperadas, assinaturas incorretas e “ruídos” que degradam performance.

3) Modo de Estatística

Realiza análise estatística dos tráfegos GOOSE e SV, apoiando:

  • validação de performance;
  • tendências de comportamento;
  • identificação de degradação progressiva.

4) Modo de Supervisão / Monitoramento (híbrido: sniffer + MMS)

Aqui está o nível “produção” da solução: o sistema verifica erros por eventos de supervisão, monitorando:

  • GOOSESVPTPPRP;
  • Logical Nodes de monitoramento dos IEDs (via MMS);
  • e a supervisão do próprio dispositivo.

Quando ocorre um evento de falha, os logs são salvos em PCAP (padrão) — o que permite revisitar o tráfego posteriormente (ex.: Wireshark) e entender o que aconteceu exatamente no momento do evento.
Além disso, alarmes desses eventos podem ser disponibilizados ao SCADA via MMS, fechando o ciclo diagnóstico → operação.

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Conclusão: “rede saudável” é requisito de proteção confiável

Subestações digitais exigem uma postura profissional de observabilidade da rede: monitorar, registrar, correlacionar e agir com base em evidências. Com o CE‑RNET4/CE‑MNET4, a engenharia ganha um caminho estruturado para validar o projeto IEC 61850, detectar tráfego indevido, acompanhar estatísticas e registrar eventos críticos em PCAP — com integração ao SCADA via MMS.

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