A Conprove participou do DPSP Global 2026 (London, UK | 2–6 March 2026), um dos principais fóruns internacionais voltados a proteção de sistemas elétricos e às evoluções técnicas que estão redefinindo comissionamento, testes e validação em ambientes cada vez mais digitais.
No evento, foi apresentado o artigo/paper:
“PERFORMANCE COMPARISON BETWEEN DIGITAL TWIN IEDs AND PHYSICAL DEVICES THROUGH CLOSED-LOOP TESTING”
Por que esse tema importa agora
A disponibilidade de gêmeos digitais (Digital Twins) de dispositivos de proteção e controle vem contribuindo para otimizar processos de comissionamento, permitindo a execução de testes antes e durante a implementação de subestações.
Na prática, isso se traduz em:
- Redução de tempo de comissionamento
- Redução de custo total de testes
- Menor necessidade de testes exclusivamente físicos e, consequentemente, redução de downtime
Esse avanço, porém, traz uma exigência inegociável para o setor: confiabilidade técnica baseada em evidência.
O desafio central: validação do Digital Twin
O ponto decisivo para adoção segura é a validação: um Digital Twin só agrega valor real quando é possível demonstrar que ele reproduz fielmente o comportamento do IED físico.
Sem essa comprovação, o uso do gêmeo digital para verificação de ajustes de proteção e análise de desempenho fica sujeito a incertezas — o que aumenta o risco em decisões que exigem precisão, rastreabilidade e repetibilidade.
O que o estudo avaliou: closed-loop testing como critério de evidência
Este estudo abordou essa lacuna por meio de ensaios em malha fechada (closed-loop), aplicando um conjunto diverso de cenários em:
- IEDs reais
- Seus equivalentes digitais (Digital Twins)
A partir disso, as respostas foram comparadas para avaliar:
- Acurácia (aderência do gêmeo digital ao comportamento real)
- Benefícios práticos para comissionamento e validação
- Potenciais ganhos em eficiência operacional sem abrir mão de rigor técnico
Impacto para clientes e projetos (visão corporativa)
Para utilities, integradores, fabricantes e equipes de engenharia, o recado é direto: Digital Twins têm potencial para elevar produtividade — mas o diferencial competitivo está em como se comprova desempenho.
Na agenda de modernização, a discussão se conecta com pilares que vêm ganhando prioridade no setor:
- Subestações Digitais
- WAMPACS
- VPACs
- IBRs
Ou seja, não é apenas sobre “simular” — é sobre validar com critérios sólidos para operar e expandir sistemas elétricos mais complexos, dinâmicos e digitalizados.
Referência do evento
DPSP Global 2026 (London, UK | 2–6 March 2026)
https://dpsp.theiet.org/2026-global
































