A Merging Unit é um componente crítico em subestações digitais, responsável por converter sinais analógicos de corrente e tensão em dados digitais (Sampled Values) que trafegam pela rede de comunicação conforme a norma IEC 61850. Um dos parâmetros mais importantes para validar seu desempenho é a resposta em frequência — que determina se o equipamento transmite os sinais com fidelidade, sem distorções ou atenuações indevidas.
No vídeo apresentado, Adriano comenta em detalhes como foi realizado o estudo da resposta em frequência da Merging Unit adquirida pelo projeto da CPFL, explicando os procedimentos de teste, as metodologias aplicadas e os resultados obtidos.
Assista ao vídeo:
https://youtu.be/Qmt5iQnFuoc?si=L0jY-O6EyKP03Gw8
Por que a resposta em frequência é importante?
A resposta em frequência de uma Merging Unit define sua capacidade de capturar e transmitir sinais em diferentes faixas de frequência com precisão. Isso é fundamental porque:
• Fidelidade dos sinais
Sinais distorcidos podem levar a operações indevidas de proteção ou diagnósticos incorretos.
• Harmônicos e transitórios
A Merging Unit precisa capturar não apenas a frequência fundamental (50/60 Hz), mas também harmônicos e componentes transitórias que surgem durante distúrbios no sistema.
• Sincronismo e qualidade
A resposta em frequência afeta diretamente a qualidade dos Sampled Values e a sincronização com outros dispositivos da subestação digital.
• Conformidade com normas
A IEC 61850‑9‑2 estabelece requisitos rigorosos para a resposta em frequência de Merging Units, garantindo interoperabilidade e confiabilidade.
O estudo da CPFL
O projeto da CPFL envolveu a aquisição e validação de uma Merging Unit, incluindo testes completos de resposta em frequência. Esse tipo de estudo é essencial para:
- Validar o desempenho do equipamento antes da instalação em campo
- Garantir conformidade com especificações técnicas e normas
- Documentar características para operação e manutenção futura
- Identificar possíveis limitações ou comportamentos inesperados
O trabalho realizado pela equipe técnica demonstra o rigor e a profundidade necessários para implementar subestações digitais de alta confiabilidade.
Merging Units e subestações digitais
As Merging Units são peças‑chave na transformação digital das subestações. Elas permitem:
- Substituição de cabos de sinal por comunicação digital
- Redução de custos de instalação e manutenção
- Maior flexibilidade na configuração de proteção e automação
- Melhor diagnóstico e monitoramento em tempo real
Porém, sua implementação exige validação rigorosa — exatamente o que foi feito no projeto da CPFL.
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Conclusão
O estudo da resposta em frequência da Merging Unit do projeto CPFL exemplifica a importância de procedimentos rigorosos na implementação de subestações digitais. Garantir que cada componente funcione dentro das especificações é essencial para a confiabilidade operacional e a segurança do sistema elétrico como um todo.





























