A proteção de linhas de transmissão está passando por uma transformação importante: além das filosofias tradicionais, como proteção de distância (ANSI 21) e sobrecorrente direcional, cresce o interesse (e a adoção) de soluções com resposta mais rápida e, em muitos cenários, maior precisão para detecção e localização de faltas. Nesse contexto, a Proteção por Ondas Viajantes (Traveling Waves – TW) vem ganhando espaço no setor elétrico — e a pergunta que muita gente faz é:
como essa tecnologia está evoluindo na prática dentro de uma grande concessionária?
No vídeo do Workshop Conprove, o convidado Anderson Adriano discorre sobre o crescimento da utilização da proteção TW dentro da CEMIG, trazendo uma visão aplicada sobre adoção, amadurecimento e tendências.
Assista ao vídeo:
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O que é proteção por TW (em poucas palavras)
A proteção por TW se baseia na análise de transientes de alta frequência gerados no instante em que uma falta ocorre na linha. Esses transientes se propagam como frentes de onda ao longo do circuito e podem ser usados para:
- detectar faltas com tempos extremamente baixos
- localizar faltas com alta precisão (dependendo da arquitetura e método)
- reforçar a confiabilidade do sistema de proteção em cenários específicos
A atratividade é clara: quanto mais rápido e assertivo o sistema identifica e isola a falta, menor tende a ser o impacto operacional e maior a capacidade de preservar estabilidade e integridade de ativos.
Por que a adoção de TW vem crescendo em utilities como a CEMIG?
Quando uma concessionária aumenta o uso de uma filosofia de proteção, isso geralmente indica que a tecnologia está saindo do “laboratório” e entrando em um estágio de maior maturidade operacional. Entre os motivadores típicos para esse crescimento, destacam-se:
- necessidade de redução de tempo de atuação em linhas críticas
- busca por melhor desempenho em cenários desafiadores (ex.: condições que afetam o desempenho de métodos baseados em impedância)
- demanda por localização de faltas mais precisa para agilizar recomposição e manutenção
- aumento de complexidade do sistema, exigindo camadas de proteção mais robustas
- fortalecimento de práticas de validação e evidência técnica no comissionamento
O vídeo com Anderson Adriano ajuda a conectar esses pontos à realidade de campo, com visão de quem acompanha a evolução da aplicação dentro da CEMIG.
Crescimento “de verdade” não é só instalar: é amadurecer processo
Um ponto importante quando se fala em crescimento da utilização de TW dentro de uma empresa como a CEMIG é que adoção não se resume a comprar equipamento ou habilitar uma função. Para a TW entregar o que promete, o crescimento geralmente vem acompanhado de:
- padronização de critérios de aplicação (quando usar, onde usar, com que objetivos)
- definição de rotinas de comissionamento e testes
- capacitação técnica para interpretação de resultados e eventos
- criação de processos de análise pós-falta (evidência, correlação, relatório)
- integração com práticas já consolidadas (ex.: distância ANSI 21) em uma arquitetura complementar
Em outras palavras: o crescimento consistente é aquele que vem junto com método, não só com tecnologia.
TW substitui as filosofias tradicionais?
Na prática do setor, o que aparece com força é um modelo complementar:
- TW agregando velocidade e suporte de localização/diagnóstico
- filosofias tradicionais mantendo uma camada robusta e amplamente dominada
A discussão “substitui ou não” costuma depender do tipo de rede, filosofia corporativa, requisitos de desempenho, nível de padronização e do nível de evidência que a equipe consegue construir em testes e operação.
O que assistir no vídeo (e por que vale seu tempo)
No vídeo, Anderson Adriano aborda o crescimento da utilização de TW dentro da CEMIG, trazendo uma perspectiva aplicada de adoção e evolução. Para quem é de engenharia de proteção, esse tipo de relato tem alto valor porque:
- mostra como a tecnologia se comporta em ambiente real
- evidencia tendências e movimentos do setor
- ajuda a calibrar expectativa sobre implantação e operação
- inspira melhores práticas para quem está avaliando adoção
Assista:
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Conclusão
A proteção por Ondas Viajantes (TW) deixou de ser apenas um tema de nicho e vem ganhando escala em aplicações reais. O crescimento relatado dentro da CEMIG é um sinal de amadurecimento técnico e operacional — e o vídeo com Anderson Adriano é uma boa referência para entender o movimento de adoção com visão de campo.





























