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Cliente–Servidor IEC 61850: comunicação MMS para supervisão e controle em subestações digitais

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Cliente–Servidor IEC 61850

A evolução das subestações digitais exige interoperabilidade, rastreabilidade e segurança operacional. A IEC 61850 consolida esse ecossistema com um modelo de comunicação cliente/servidor baseado em MMS (IEC 61850‑8‑1), conectando IEDs a sistemas SCADA/EMS de forma padronizada. Este artigo apresenta os fundamentos do MMS, casos de uso típicos e como validar a arquitetura com práticas de teste e diagnóstico.

Visão técnica: MMS e o modelo cliente/servidor

O MMS (Manufacturing Messaging Specification) é a base da troca de dados orientada a requisições e respostas entre o sistema supervisório (cliente) e os IEDs (servidores). Esse modelo viabiliza:

  • Leitura de medidas analógicas e estados binários.
  • Escrita de comandos de controle com checagens de segurança.
  • Tratamento de alarmes/eventos e varreduras periódicas.
  • Integração com bancos de histórico e ferramentas de engenharia.

Em termos práticos, a normalização de dados, serviços e nomenclaturas reduz ambiguidades de integração entre fabricantes, melhora a confiabilidade de supervisão e encurta ciclos de comissionamento.

Aplicações no SAS: supervisão, controle e gestão de energia

No ambiente de automação de subestações (SAS), o MMS sustenta:

  • Supervisão remota de subestações, com aquisição de grandezas e estados em tempo real.
  • Comando seguro de equipamentos de campo, respeitando intertravamentos e filosofias de controle.
  • Integração com sistemas de gestão de energia e históricos, habilitando análises operacionais e compliance.
  • Convergência com outras mensagens IEC 61850 (GOOSE e Sampled Values), mantendo coerência de arquitetura e dados.

Ao padronizar o “vocabulário” de comunicação, o MMS facilita a escalabilidade do parque de IEDs e a evolução controlada de versões de firmware e configurações.

Validação e comissionamento: da configuração à auditoria

A qualidade da comunicação cliente/servidor depende de uma cadeia coerente: SCL consistente, mapeamento de dados correto, políticas de acesso, tempos de varredura e relatórios confiáveis. Boas práticas incluem:

  • Verificação do SCL e do mapeamento de objetos lógicos e dados comuns (LN/DO/DA).
  • Testes funcionais de leitura/escrita com critérios de aceitação e registros de evidências.
  • Checagem de latências e desempenho sob condições operacionais realistas.
  • Geração de relatórios padronizados para FAT/SAT e auditorias.

Ferramentas de teste e diagnóstico integradas ao fluxo de automação reduzem retrabalho, padronizam evidências e reforçam a cibersegurança operacional.

Como a Conprove apoia seu fluxo IEC 61850

A Conprove disponibiliza conteúdos técnicos e soluções para teste e validação de comunicação MMS no contexto da IEC 61850, alinhadas ao dia a dia de automação, proteção e operação. Do estudo à execução em campo, a abordagem prioriza produtividade, reprodutibilidade e conformidade normativa.

Saiba mais sobre Cliente–Servidor IEC 61850 (MMS):

Cliente – Servidor IEC 61850

 

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