A automação de subestações evoluiu rapidamente nos últimos anos. O que antes era majoritariamente supervisão e comando passou a ser um ecossistema integrado de IEDs (Intelligent Electronic Devices), redes Ethernet de alta disponibilidade, sincronismo de tempo e protocolos digitais — com destaque para a IEC 61850. O resultado é um sistema mais confiável, rastreável, seguro e eficiente, capaz de reduzir tempos de recomposição, ampliar a visibilidade operacional e elevar o padrão de comissionamento e manutenção.
O curso Automação de Subestações (20 horas) da Conprove foi estruturado para conduzir o aluno do “pátio ao pacote Ethernet”, cobrindo desde os arranjos elétricos e equipamentos primários até arquitetura de comunicação, protocolos e diagnósticos em subestações digitais.
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1) Conceitos de Subestações: Arranjos e Equipamentos Essenciais
O ponto de partida é entender a subestação “por dentro”: como ela é construída, quais arranjos são utilizados e por quê.
Principais arranjos
- Barramento simples: simplicidade e custo menor, porém com menor flexibilidade operacional.
- Barramento duplo: maior flexibilidade e manobras mais seguras.
- Disjuntor e meio: alta confiabilidade e disponibilidade, muito comum em transmissão.
Equipamentos principais
O curso aborda os equipamentos que sustentam a operação e a confiabilidade do sistema, como:
- Disjuntor e chave seccionadora
- Transformador
- Retificador e banco de baterias (base do sistema de CC)
- Reator, banco capacitor e gerador
Além disso, detalha transformadores de instrumento (TP e TC), a Merging Unit (MU) e transdutores (temperatura e outros), conectando o universo “eletromecânico” à digitalização.
2) Conceitos de Automação: Lógicas, Sinais e Comunicação
Automação de subestações não é apenas interligar equipamentos — é criar lógicas confiáveis, com consistência temporal e comunicação determinística.
O curso explora:
- Conceitos de lógicas (intertravamentos, automatismos, permissivos, bloqueios)
- Processamento digital de sinais (base para medições, eventos e funções digitais)
- Teoria de redes: modelo OSI e camadas
- Interfaces físicas e padrões de portas
- Noções de TCP/IP, incluindo Ethernet frame, TCP e UDP
- Conceitos de LAN, WAN e Gateway
Também aprofunda a infraestrutura de comunicação típica de subestações:
- Switches, roteadores, modems, multiplexadores, transceivers, gateways, processadores de comunicação e rádios
3) Arquitetura Hierárquica do SAS: Níveis 0, 1, 2 e 3
Um sistema de automação de subestação (SAS) é organizado em níveis, e compreender essa hierarquia é essencial para projeto, comissionamento e diagnóstico:
- Nível 0: equipamentos primários (pátio)
- Nível 1: IEDs, medidores, controladores de bay e interfaces de aquisição
- Nível 2: supervisão, servidores, gateways e integração operacional
- Nível 3: centros, integração corporativa e camadas superiores
Essa visão ajuda a projetar e isolar falhas, além de orientar decisões de arquitetura.
4) Sincronismo de Tempo: A Base para Eventos Confiáveis
Em subestações digitais, tempo é requisito de engenharia. O curso trata sincronização e carimbo de eventos com:
- GPS
- IRIG‑B
- NTP
- PTP (Precision Time Protocol)
Esse tema é crítico para sequência de eventos (SOE), correlação de oscilografias, análise de falhas e validação de desempenho em redes IEC 61850.
5) Protocolos e Padrões: MODBUS, DNP3 e IEC 61850
O curso consolida os protocolos mais usados no setor:
MODBUS
- Comparação entre MODBUS RTU e MODBUS TCP
DNP3
- Diferenças entre DNP3 serial e DNP3 LAN/WAN
IEC 61850
A norma central das subestações digitais, com:
- Organização da informação (Physical Device, Logical Device, Logical Node)
- Arquivos SCL (engenharia e interoperabilidade)
- Protocolos MMS, GOOSE e SV (Sampled Values)
- Ferramentas de diagnóstico para validação e troubleshooting
6) Casos e Exemplos: Do Projeto à Alta Disponibilidade
A parte aplicada inclui:
- Exemplos de arquiteturas de comunicação e comparação entre topologias
- Exemplos de controle local e automatismos
- Documentação de projeto (diagrama lógico e lista de pontos)
E entra forte em disponibilidade e modernização de rede:
- RSTP (Rapid Spanning Tree Protocol)
- PRP (Parallel Redundancy Protocol)
- SDN (Software‑Defined Networking)
- Segurança cibernética
- Coleta automática de oscilografia
Além de abordar a perspectiva das equipes:
- Engenharia: monitoramento de equipamentos
- Manutenção: monitoramento da rede de comunicação
- Automação: certificações IEC 61850, wireless, introdução ao Smart Grid e medição fasorial
Conclusão: Automação que Sustenta Confiabilidade
Automação de subestações é uma combinação de engenharia elétrica + redes + protocolos + tempo + segurança. Ter domínio desses temas reduz risco, acelera comissionamentos, melhora diagnósticos e aumenta a disponibilidade do sistema. O curso da Conprove foi desenhado para formar uma visão sólida e aplicável — com teoria e exemplos práticos.
✅ Curso Automação de Subestações (20h):
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