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Ajustes Convencionais como Backup na IEC 61850: Quando Utilizar?

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Ajustes Convencionais como Backup na IEC 61850: Quando Utilizar?

Ajustes Convencionais como Backup na IEC 61850: Quando Utilizar?

Introdução:
Com a popularização das subestações digitais e a adoção cada vez mais ampla da norma IEC 61850 nos sistemas elétricos, surge uma pergunta recorrente entre engenheiros e profissionais da área de proteção e automação: deve-se manter os ajustes convencionais como backup em caso de falha de comunicação?

Essa questão é de extrema relevância, especialmente quando se considera a confiabilidade dos sistemas baseados em comunicação digital e os riscos associados a falhas nos protocolos de troca de mensagens entre IEDs (Intelligent Electronic Devices).

O que diz a prática em ambientes com IEC 61850?
A norma IEC 61850 trouxe consigo uma revolução na forma como os dispositivos de proteção, controle e supervisão se comunicam. O uso de mensagens GOOSE, Sampled Values e MMS permite a troca de dados em tempo real, com alta velocidade e sincronismo. Entretanto, a dependência da comunicação em rede levanta preocupações quanto à resiliência do sistema em caso de falhas.

É nesse contexto que surge a ideia de manter ajustes convencionais (hardwired ou locais) como uma forma de redundância — um plano B para quando a comunicação entre IEDs falhar.

Vale a pena manter esse backup?
A resposta não é única. A decisão depende de diversos fatores:

  • Nível de criticidade da aplicação: Em sistemas críticos, como usinas e grandes subestações, o backup pode ser essencial para garantir continuidade operacional e segurança.

  • Arquitetura de rede e confiabilidade do sistema: Redes com topologias redundantes, supervisão constante e switches gerenciáveis reduzem a necessidade de ajustes convencionais.

  • Filosofia de proteção adotada pela concessionária ou indústria: Algumas empresas adotam uma abordagem mais conservadora, mantendo ajustes locais para contingências, enquanto outras optam por confiar integralmente na estrutura digital.

No vídeo publicado no canal da Conprove, o especialista Cristiano apresenta de forma clara os prós e contras dessa decisão, e ressalta que, em muitos casos, o uso de ajustes convencionais como backup pode ser recomendado, desde que devidamente documentado, parametrizado e testado em condições reais de operação.

A importância de testes e validações práticas
Independentemente da escolha pela presença ou não de ajustes convencionais como backup, é fundamental que todo o sistema baseado na norma IEC 61850 passe por rigorosos testes de comissionamento, interoperabilidade e contingência.

A Conprove disponibiliza ferramentas e metodologias para realizar testes completos em ambientes com comunicação digital, assegurando o bom desempenho dos IEDs e a correta atuação dos esquemas de proteção, mesmo em condições adversas.

▶️ Assista ao vídeo e confira a análise completa:

Conprove: referência em proteção, automação e testes para IEC 61850
A Conprove é uma empresa brasileira com sólida atuação no desenvolvimento de equipamentos, softwares e treinamentos para proteção e automação no setor elétrico. Com expertise comprovada em IEC 61850, a empresa oferece soluções completas para testes, comissionamento, diagnósticos e capacitação técnica.

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Conclusão:
A adoção de ajustes convencionais como backup em ambientes IEC 61850 deve ser uma decisão técnica, ponderada e alinhada à realidade de cada instalação. Ao compreender as limitações e potencialidades da comunicação digital, os profissionais podem implementar soluções mais seguras, eficientes e confiáveis — sempre com base na norma e nas boas práticas de engenharia.


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